Pomares sacudiram, mas em mais caminhadas e lembranças as almas humanas se entrelaçam, procuras sem limites, tristezas nos contornos e passagens da vida, nos dias de restrição completa ao amor, a cortina abre a petrificação motivando o novo luar, do modo abstrato de romance ingênuo, copiando filmes, livros e perfeições de sonhos com fim perfeito, e a busca infinita sem limites ao procurar recíproco dizem em beijos com medo a história final.
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•Novembro 24, 2008 • 1 ComentárioFim da passagem complacente de amores de jogo humano, jogar palavras ao vento nos peitos inquietos, é pior que apedrejar um feto nascente, tempestades abrigam todos os colírios, na modificação do patamar horizontal o julgar convalecente substitui a ternura pura, tudo parece claro na dúvida cega, e tudo fica cego quando a clareza se torna real.
80 à dois
•Novembro 11, 2008 • Deixe um comentárioDúvidas dos orixás minguantes, sonora língua nova falante, entulhos embrumados na mente, que veja o incerto na certeza passada, ao futuro espera a alma correlata, na recícproca espelha amor flutuante, límpido, macio como saudável, escolhido na fria manhã de segunda, abstrativismo de energia póstuma de dois seres ignorantes, artes plásticas não são fascinantes, padecem de teor cognitivo adjacente ao salubre realismo, abonos não fazem a cara metade da rosa orgulhosa, amor faz o mundo girar e o sol se pôr, o certo contrapõe ao futuro almejado nas pontes mentais da dupla que ama a vivência concreta do livro dos dias.
8 – 80
•Novembro 10, 2008 • Deixe um comentárioSatíricas frases catastróficas da boca brilhosa, infinitas palavras explicativas da razão irrazoável, saliências do corpo trabalha no físico soberbo, ventos varrem na escuridão o amor sério, calafrios e lamentos, variáveis de quinze minutos, inconstância incógnita do ar periférico em estrelas nascentes, sim, limites expoentes do medo social, amizades inimigas de cunho boêmio, bebidas, cigarros e prazeres, no mundo, sofre o ser real, simples e puro, quando és, ofensas são crucifixos, e amor, passageiro.
2 minutos
•Novembro 8, 2008 • Deixe um comentárioDa sintonia fina do cálice de fogo, os mumurros do coração destroem mentes lúcidas, estranhamente o desgaste é medrontoso, as veias sintilas, os pulsos mudam, mas a alma se solidifica no modo grande ser, no modo gentil e superior, no modo maior de todos, a maior insignificância é das pessoas que não conhecem o que significa realmente, nelas as veias não sintilam, mas não sentem, não sentem nada além da hipocrisia humana radical, o coração do “rico” ser é bem maior que o coração da “pobreza” utópica, esperaríamos diante do espelho a alma recíproca, e o solteiro se dislumbra com a primazia da mente ocidental.
Dia a Dia
•Outubro 30, 2008 • Deixe um comentárioA incógnita imperfeita plaina no ar, com as amêndoas e vinhedos esquecidos, maneiras existenciais do sofista positivo, destrói sentidos e razões espontâneas.
Provérbios, frase, letras e números, satisfazem o medo do insalubre inquieto, problemas do mundo envolvente da força, contra o medo que o faz menosprezar.
Pisoteado e silencioso, triste dos homens insatisfeitos, carpe diem, no amor aquele encontrou seu lugar.
Viva
•Maio 19, 2008 • Deixe um comentário“Viva”
Vivemos dia, vivemos poucos,
vivemos sorrindo feito loucos,
vivemos tarde, vivemos mundos,
vivemos caindo e subindo juntos,
vivemos outro,vivemos outra,
vivemos correndo a solta,
vivemos calor, vivemos gelo,
vivemos abraçando com medo,
vivemos inveja, vivemos dor,
vivemos forjando belo amor,
viva vida, viva agora,
vivemos no corpo que vai embora.
Vivemos noite, vivemos sol,
vivemos num espaço sem farol,
vivemos sorte, vivemos sonhos,
vivemos escondidos em escombros,
vivemos tristeza, vivemos azar,
vivemos sentindo mesmo paladar,
vivemos carinho, vivemos paz,
vivemos pensando como faz,
vivemos vivo, vivemos livres,
vivemos olhando como Osíres,
viva vida, viva agora,
vivemos no corpo que vai embora.
1° Andar
•Maio 18, 2008 • Deixe um comentárioSalutar aquelas sintonias incoerentes do extase alucinado da paixão, o mesmo atormentou o corpo mas no espírito escombros se desfez num olhar petrificado. Nos dias que se vêem as manhãs são longas ao passo do assunto que se esgota no bar, os míseres apenados do cimento vertical dormem nos sonhos escuros sem lucidez. Apesar das fictícas histórias póstumas encostadas no ombro amigo, o torto se perfaz na paralela antítese do pecado pagão.
Além do Horizonte
•Maio 10, 2008 • Deixe um comentárioAssim passa o tempo, num dia estamos bem, num dia estranhos, mas passa, como ondas no mar, os dias vão e levam os dias que ainda não chegaram, as paisagens, os tempos, o clima, a memória fica, o passado não fica esquecido, é só momento vivido da vida vida presente, no passo ausente a mente se desfaz, no caso abstrato o concreto se torna infinito, no tempo dos presentes, a luz dos ausentes se faz nos sonhos esquecidos, e na noite, naquela manhã azul, os passos vão em direção ao céu, num tipo insano do espírito, que vive os dias atuais, passados e futuros, mas ao menos, lembrando do que fora, do que é, e do que será, a essência do vivido será sempre o mesmo, as passagens “esquecidas” pelo mundo.
Homenagem ao Amigo
•Maio 9, 2008 • Deixe um comentárioAmizade sempre tivemos, na infância começamos, brincando de carrinho com nossos primos, jogando bola com os amigos do prédio, andando de patins na rua como louco, amizade sempre tivemos, estudando e fazendo trabalhos com coca-cola e sanduíches, falando de garotas sem qualquer noção de sexualidade, jogando bolinha na cabeça do amigo da frente, amizade sempre tivemos, entrando na faculdade e reconhecendo o lugar, selecionando as amizades e sorte de já ter algumas, como o Diogo, estudamos juntos no colégio e na faculdade, não é qualquer amizade que se torna solidificada com o tempo, amizades tivemos, na faculdade ainda, reconheci um amigo, sem saber que era, apenas pelas camisas estampadas com o rosto do Renato Russo, dali criou-se algo eterno, amizade espiritual, irmã, chamado Vicente, meu irmão de carma, amizades tivemos, fizemos música juntos, rimos muito juntos, falamos besteira e bebemos cachaça, cantamos no sofá e sons saíram de fonte desconhecida, amizades tivemos, voltou para sua cidade, formou uma banda, e agora o vejo no palco, em Juiz de Fora ou no youtube, está lá ele, amizades tivemos, meus primos, queridos primos que brincamos desde a infância, e hoje saímos pra beber um shop sadio cheio de histórias, e cheio de namoradas, amizades tivemos e amizades sempre teremos, estas amizades exemplares, fora as outras tantas, são amizades que nunca terminarão, porque a essência da vida, nada mais nada menos, é isso, o amor pelo próximo, e esse amor, como dizia nosso querido Jesus, é eterno.
